Shows, festivais & viagens

Já comentei em alguns posts que eu sempre tento conciliar as minhas viagens com shows e festivais. A viagem pro Chile no ano passado, por exemplo, foi decidida em função do Lollapalooza Chile. Comprei os ingressos, depois de um tempo comprei as passagem pra Santiago e meses depois fiz o roteiro e acabei incluindo o Atacama (melhor surpresa ♥), Valparaíso e Viña del Mar. Não costumo estruturar uma viagem dessa forma, mas deu certo.

Acho muuuuuuito legal ver shows em outras cidades porque é sempre um clima diferente, um show diferente, mesmo que seja de uma banda que eu já tenha visto. É outra cultura, outra organização e outro público. Quando fui no meu primeiro show do Paul McCartney, em Dublin, eu comprei o ingresso mais barato e consequentemente era o mais distante do palco. Quando cheguei na arena o lugar estava relativamente vazio e deixaram eu ficar num lugar muito melhor, quase de cara com o Paul (♥). Quando fui no Lollapalooza Chile não teve empurra-empurra perto da grade e não precisei me preocupar com chuva, por exemplo. Enfim, são experiências que sempre valem a pena – só é preciso calcular bem o tempo que você vai investir nesse tipo de evento e organizar bem o roteiro no destino, porque show/festival exige tempo e energia.

Songkick

Como é uma coisa que eu gosto, eu estou sempre de olho pra ver se vai ter algum show na minha cidade e em cidades próximas. Quando vou viajar e decido um destino eu amplio esse “radar” e  acho que o jeito mais fácil de fazer a busca é através do Songkick, uma rede social que reúne os artistas e bandas que você gosta e cria um calendário personalizado com todos os próximos shows. É legal que você pode vincular o seu perfil no Songkick com a sua conta do Facebook ou Last.fm e recebe recomendações de acordo com o seu gosto musical.

Songkick
Screenshot do Songkick

Pra encontrar algum show você pode procurar por banda ou por localização – o que eu acho mais legal. Você preenche lá o destino, o período que você vai estar naquela cidade e ele divulga todos os shows, inclusive de artistas que não estão na sua lista. Foi assim que eu achei o show do Radical Face no (le) poisson rouge, em NYC. Eu tinha descoberto a banda num comercial da I am Nikon há pouco tempo (através do app maravilhoso chamado Shazam, que identifica a música que está tocando), mas não estava na lista dos favoritos. Quando vi que eles iam tocar numa pequena casa noturna no dia que eu estava na cidade eu não pensei 2x. O ingresso foi tipo uns US$ 10 e foi demais.

Outra coisa legal é que no Songkick tem um espaço que você pode marcar se vai em algum determinado show ou festival e consegue ver quais outros amigos seus também pretender ir.

Além disso, no própria plataforma tem como ver os preços dos eventos e até mesmo o link de onde comprar. Obrigada pela função, Songkick, you rock! ♥

Tem app disponível pro iOS e pro Android, mas também tem a versão desktop.

Eventful

Também existe o Eventful, que serve como uma agenda de eventos – e não só de shows. O Eventful tem app (pelo menos pro iOS), mas não acho tão atraente quando o Songkick.

// Shows e festivais

Uma coisa legal que aconteceu quando morei em Dublin foi ter trabalhado no Oxegen, um festival giga bem próximo da capital, na Irlanda. O lineup tava lindo, mas o ingresso custava quase € 300 e eu tava sem grana, então me inscrevi pra trabalhar como staff e, além de conseguir assistir alguns shows, ganhei hospedagem (AKA um lugar no camping), alimentação, transporte e uns € 200 por 3 dias trabalhando no bar da Heineken, que era o principal patrocinador do evento.

Lineup Oxegen 2010
Lineup Oxegen 2010 (imagem retirada do site oficial do festival)
Oxegen
Adivinhem qual era a minha barraca?

Oxegen

Oxegen

Eu nunca fui muito de colecionar coisas (além de papel de carta e tudo sobre os Hansons, ambos na infância), mas sempre juntei os ingressos dos shows que eu fui e finalmente fiz o que eu queria fazer: reunir todos eles num porta retratos/quadro.

Caixa de ingressos Sophia Catalogne

O legal é que dá pra fazer algo parecido com coisas de viagem, como por exemplo, tickets de trem, de avião, entrada de museus, jogos e por aí vai. É um bom souvenir, né?

O meu primeiro show foi o da Angélica, no Parque Farroupilha do Metallica no Jockey Club de Porto Alegre, em 1999 e desde então coleciono shows, festivais e ingressos – que já somam mais de 60. ♥

Não vou postar fotos porque são muitas, mas a minha lista atual (na ordem cronológica) é:

Metallica, Sepultura, Lenny Kravitz, Pearl Jam com participação do Marky Ramone, The Strokes, Arcade Fire, REM, Little Joy, The Dead Trees, Oasis, Two Door Cinema Club,  Mgmt, Paul McCartney, The Coronas, Hot Chip, Prodigy, Julian Casablancas, Arcade Fire, Beirut, Cut Copy, Caetano Veloso, Chico Buarque, Ringo Starr & His all starr band, Pearl Jam (2º), The Rapture, Mayer Howthorne, Gogol Bordello, Friendly fires, MGMT (2º), Foster the People, Foo Fighters, Arctic Monkeys, Paul McCartney (2º), Los Hermanos, The Virgins, Best Coast, The Maccabees, Azelia Banks, Garbage, Kings of Leon, Cake, The Killers, Two Door Cinema Club (2º), Franz Ferdinand, Queens of the Stone Age, Black Keys, Foals, Kaiser Chiefs, The Hives, Hot Chip (2º), Pearl Jam (3º), Radical Face, Capital Cities, Imagine Dragons, Phoenix, Vampire Weekend, Arcade Fire (3º), Paul McCartney (3º), Kaiser Chiefs (2º), Foo Fighters (2º), Pearl Jam (4º).
Update [março 2016]
Eagles of Death Metal, Bad Religion, Of Monsters and Men, Tame Impala, Mumford and Sons, Walk the Moon, Alabama Shakes, Noel Gallagher’s High Flying Birds e Florence + the Machine.

4 thoughts on “Shows, festivais & viagens

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