Chile | Turistando em Santiago

Como comentei no primeiro post que eu fiz sobre o Deserto do Atacama (aqui), a decisão de ir pra Santiago, no Chile, foi em função do Lollapalooza (um festival de música que acontece em algumas cidades do mundo). Eu já tinha ido no Lollapalooza São Paulo em 2012 e 2013 e tava bem animada com lineup de 2014 (Arcade Fire, Vampire Weekend e Phoenix) – ainda mais com a possibilidade de conhecer outro país.

Não vou entrar em detalhes sobre os shows, mas adorei a organização e a distribuição dos palcos – nada era muito longe, mas o som de um palco não vazava pro outro palco. A fila pra retirada do ingresso foi bem tranquila e tudo funcionou bem, não tenho do que reclamar – foi demais!

Lollapalooza Chile

Lollapalooza Chile

Não foi, de longe, a programação mais esperta que eu já fiz. Primeiro decidi ir no festival e comprei o passaporte pros dois dias, depois comprei as passagens ida e volta pra Santiago (fui numa sexta a noite e voltei na terça-feira cedinho da oooutra semana). Na época a Gol não estava operando Porto Alegre – Santiago e eu tinha pontos no Multiplus, então fui de Tam (Porto Alegre – Guarulhos – Santiago). Os meus amigos foram de BQB e não tiveram uma boa experiência.

Dica: se você tiver a opção, vá e volte de Santiago durante o dia pra ver a Cordilheira dos Andes from the top. Além de reservar o assento da janela, na ida (Brasil – Chile) opte pelo lado direito do avião e na volta (Chile – Brasil) pelo lado esquerdo. A vista uma das coisas mais incríveis!

Cordilheira dos Andes

Cordilheira dos Andes

Cordilheira dos Andes

Um tempo depois que eu tinha comprado as passagens eu resolvi ir pro Deserto do Atacama dentro do período que eu estaria em Santiago. E nesse mesmo período ainda encaixamos Valparaíso + Viña Del Mar. Resumindo, fiquei pouco tempo na capital e não consegui visitar as vinícolas, por exemplo. O Valle Nevado eu nem cogitei porque na época que eu fui não tinha neve.

// DICAS GERAIS

Documento: não é necessário visto e você pode embarcar com a identidade brasileira. Eu levei meu passaporte porque amo um carimbo diferente. ♥

Moeda local: peso chileno (CLP). Troquei um pouquinho aqui no Brasil pra poder ir do aeroporto pro ap e poder me alimentar antes de achar uma casa de câmbio. Já adianto que vale mais a pena levar reais em mãos e trocar lá.

Língua: castelhalo/espanhol. O sotaque é diferente do uruguaio e argentino, por exemplo, mas se você só fala português é bem tranquilo se virar.

Quando ir: anytime! Santiago tem as estações bem definidas e além do tempo ser seco na maior parte do tempo, a chuva é mais concentrada durante o inverno. Eu fui em março/abril e a temperatura estava muito agradável, mais quente durante o dia (20ºC) e mais friozinho de manhã cedo e a noite (12ºC). Mesmo mesmo no verão é bom levar um casaco leve.

Aeroporto: Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez. O ambiente de desembarque não tem uma aparência legal e é meio bagunçado. Fiquei um tempo lá esperando meus amigos chegarem e não achei wifi gratuito. O ambiente de embarque – tanto para o deserto quanto para o Brasil era bem bom, com mais estrutura e Starbucks (ou seja, free wifi). Para ir de lá até o centro da cidade existem diferentes formas:

Alugar carro: não acho que valha a pena para quem vai ficar na cidade.

Transfer: Usei esse serviço quando fui para o deserto e tive que ir/voltar do aeroporto sozinha. Não lembro qual empresa usei, mas tem a Transvip e Transfer Delphos. Achei prático que eles me buscaram no endereço que eu estava e pode ser reservado com antecedência e na época.

Taxi: Usei o táxi quando estava com os meus amigos e acabou compensando. Os preços são tabelados e na época pagamos 15.000 CLP para ir do aeroporto para o apartamento que alugamos, que ficava próximo do Cerro Santa Lucía. Na saída do primeiro andar do aeroporto é possível encontrar as empresas oficiais: Transvip, Taxi Oficial e uma outra que eu não lembro o nome.

Ônibus: é a opção mais em conta, mas acabei não usando em nenhum momento. São duas empresas disponíveis, a Centropuerto e a Tur-Bus que saem do primeiro andar do aeroporto e fazem algumas paradas em lugares mais turísticos de Santiago, inclusive em algumas estações do metrô.

Nos sites têm as tabelas com horário de cada um dos transportes e os valores. Vale dar uma pesquisada porque nem todos os meios aceitam cartão de crédito/débito ou outra moeda que não seja o peso chileno.

Cidade: eu achei a cidade organizada e gostei bastante do metrô – funciona bem e é limpo. Peguei táxi em poucos momentos por motivos de preguiça, mas dá pra fazer quase tudo de metrô, a pé ou ônibus. Santiago é plana e é possível ver a Cordilheira dos Andes em diversos momentos (quando não tem aquela nuvem de poluição, tipo São Paulo).

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Passeios ao redor: Santiago é um bom ponto de partida pra visitar o Valle Nevado, vinícolas, Valparaíso, Viña del Mar, Vale do Rio Maipo, entre outros lugares. Eu fui pra Valparaíso, fiquei uma noite lá (a do terremoto) e na manhã seguinte fui pra Viña del Mar – mas isso é assunto pra outro post.

// HOSPEDAGEM

Alugamos um ap pelo Airbnb e consequentemente não tenho dicas de hostel ou hotel (mas se alguém tiver me avisa). A região que nos hospedamos não era bonita e ficava a 1km da estação de metrô Santa Lucía. O ap era bom e o prédio tinha uma estrutura bem legal, com porteiro 24h, piscina (que não usamos), academia (tampouco), elevador e um terraço com uma vista para os Andes. ♥

Terraço + Andes

Terraço + Andes

Não lembro de ter tirado fotos do ap, mas ele era simples e cumpriu com o objetivo. Estávamos em 4 pessoas e o ap tinha sala/cozinha, 2 quartos e 2 banheiros. Não lembro o valor em peso chileno, mas sei que que na época convertemos e saiu tipo R$ 50 por dia e pessoa.

É claro que o tipo de hospedagem varia de acordo com o tipo de viagem de cada um. Eu gosto bastante de alugar ap por vários motivos e pretendo fazer um post sobre tipos de hospedagem e a minha experiência com o Airbnb.

// PASSEIOS

Como comentei, não consegui fazer tudo o que eu queria pela cidade, vou listar alguns lugares que gostei e acho que valem a visita.

Bairros legais

Providencia (bem arborizado, cafés, casas bonitas), Lastarria (lojinhas legais, museus, bares e restaurantes), Bellavista (parecido com o Lastraria só que mais arborizado), Las Condes (mais nobre, casas bonitas e tranquilidade).

Além desses bairros, gostei bastante da região das Calles Paris y Londres – na altura que elas se encontram (li que Paris – Londres é inclusive o nome do bairro). Ele fica entre as estações de metrô Santa Lucía e Universidad de Chile e tem a arquitetura bem européia.

Paris y Londres

Cerro San Cristóbal

É um dos pontos mais altos da cidade. Do alto é possível avistar os Andes e boa parte de Santiago. O cerro faz parte do Parque Metropolitano de Santiago, que é considerado o maior parque urbano do Chile.

A estação de metrô mais próxima de lá é a Baquedano. Depois de sair da estação você vai passar pela Plaza Italia, atravessar o Rio Mapocho e caminhar até o final da Calle Pio Nono. Parece uma função, mas não é.

E para subir até o cerro é possível ir a pé, de bicicleta, de carro/táxi ou do jeito mais legal e comum: pelo funicular (Valparaíso é cheia deles). De segunda a sexta-feira o valor ida + volta  (março de 2014) era 2.000 CLP para adultos e 1.500 CLP para crianças. Final de semana e feriado a ida + volta era 2.600 CLP para adultos e 1.950 CLP para crianças.

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Cerro San Cristóbal

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Cerro San Cristóbal

Eu não fui e nem vi, mas nesse mesmo Parque Metropolitano também tem piscinas públicas, zoológico e a capela com a imagem da Imaculada Conceição (padroeira da cidade).

Lá no cerro foi o lugar que eu mais vi mote com huesillos, uma bebida típica local.

Endereço: Pio Nono, 450

Para mais informações e horários é só clicar aqui.

Cerro Santa Lucía

O Cerro Santa Lucia está localizado na região central de Santiago e também é um dos principais pontos turísticos da cidade. No alto do morro tem um mirante de + ou – 70m de altura (e 300 degraus) que proporciona uma paisagem linda dos Andes e uma visão panorâmica da capital chilena.

Terraço + Andes

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía

A entrada é gratuita, mas é preciso mostrar algum documento com foto.

Estações de metrô próximas: Santa Lucía, Bellas Artes e Universidad Católica. Uma das entradas fica quase na frente da estação Santa Lucía. Não achei o endereço exato e o horário de abertura.

Plaza de Armas, Catedral Metropolitana e Palácio de La Moneda 

A Plaza de Armas fica bem no centro da cidade é um bom lugar pra começar o turismo pela capital chilena. Ao redor da praça tem a catedral e prédios históricos. Bem próximo tem o Palácio de La Moneda, que é a sede da presidência do país. Eu não vi a troca da guarda, mas ela acontece em dias alternados, às 10h e dura uns 30min.

Nessa região tem várias casas de câmbio e foi em uma delas que troquei reais por pesos chilenos.

Compras

Acho que é válido incluir “compras” na seção de passeios, né? 😀

O câmbio não tava uma maravilha pra fazer compras – e nem era esse o objetivo da viagem, mas Santiago tem lojas legais, como por exemplo as de departamento Ripley, ParisFalabella (que também tem em Buenos Aires).

No bairro Lastarria tinha lojinhas e brechós bem bacanas. No bairro Providencia encontrei uma loja que eu gostei muuuito chamada Nostalgic/Vintage (mas acho que tem em outros lugares também, lembro de ter ido na de Valparaíso também). A loja tem seção de brechó e de peças novas. Adorei várias coisas por lá!

Além da lojas de rua também fui no Shopping Arauco, que ficava um pouco mais longe e pra chegar lá eu peguei o metrô + ônibus e voltei de táxi. Esse shopping é o mais bonito e tem alguns restaurantes numa área externa, com um clima bem legal. O outro shopping é o Costanera Center, que fica bem próximo da estação de metrô Tobalaba e tem H&M (♥). Uma coisa legal no Costanera é que no balcão de informações (pertinho da Lush) eles dão um livrinho com cupons de desconto de algumas lojas do shopping. Isso é válido apenas pra estrangeiros.

Comer y beber

Não consegui ir em muitos lugares, mas conheci dois bares legais (ambos foram dicas do Diego, que também estava viajando comigo), o The Clinic e o El Polluelo Amarillo. Vou falar sobre eles num outro post.

// FICA PRA PRÓXIMA

Sky Costanera (quando eu fui ainda não estava aberto ao público), Mercado Central, Parque Bicentenário, Patio Bellavista, La Chascona (uma casa de Pablo Neruda que fica próxima ao Cerro San Cristóbal), Museu Nacional de Belas Artes, Museu de Arte Pré-Colombina, Museu da Memória e dos Direitos Humanos.

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