Deserto do Atacama | Parte 2: programação, Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche

Como comentei no post anterior (Deserto do Atacama | Parte 1), fiz a reserva dos passeios por e-mail. Eu entrei em contato com o hostel Campo Base por e-mail eles me passaram a lista com algumas opções de “atrações” do deserto. Dei uma olhada em vários e por não ter muito tempo na cidade, optei pelos principais. Organizei um roteiro e enviei pra eles, perguntando se era possível. Eles falaram que sim, mas que ficaria um pouco puxado em função da altitude, adaptação e tudo mais. Eu arrisquei e deu super certo.

Programação

crono passeios deserto

Paguei 65.000 mil pesos chilenos por todos os passeios que fiz. O pessoal do hostel facilitou a parte de negociação com a agência de turismo (Desert Adventure) e ainda ganhei desconto por ser hóspede.

Algumas observações sobre os passeios e sobre a Desert Adventure:

  • Na maioria dos passeios era oferecido algum lanche, bebida ou até mesmo almoço.
  • A agência fica na rua central (Caracoles), duas ou três quadras do hostel.
  • Os passeios eram feitos em micro-ônibus bem confortáveis (e aparentemente novos).
  • Normalmente o passeio era realizado com um grupo de mais ou menos 10 pessoas.
  • Em todos os passeios tinha um guia que acompanha desde o início. A explicação era feita em inglês e espanhol, mas lembro que tinha um guia que ainda explicava em alemão, italiano e português.
  • Além do valor que paguei pelo pacote com todos os passeios, também tive que pagar a taxa de entrada em cada parque/reserva. O pagamento era feito na hora e geralmente o guia agilizava a função.
  • Não é regra, mas é comum dar gorjeta (lá eles chamam de propina) pro guia no final do passeio.
  • Nos passeios que iniciavam de manhã o micro-ônibus + guia buscavam todos os passageiros em suas respectivas acomodações (hostel ou hotel). Nos passeios realizados durante o turno da tarde você parte direto da Desert Adventure. Na volta sempre descíamos na agência.

Ok, let the games begin!

Laguna Cejar y Piedra

Valor da entrada (que já inclui todos os passeios do dia): 4.000 pesos chilenos (ou 1.500 para estudantes) | Distância de San Pedro: 18km | Altitude: 2.300m

Antes de iniciar o passeio o hostel indicou que eu levasse roupa de banho e toalha. O ideal é que você já vá com essa essa roupa por baixo pra poupar tempo.

Partimos do centro de San Pedro de Atacama pontualmente e em aproximadamente 30 minutos já estávamos na primeira parada: Laguna Cejar y Piedra.

Pra começar, o cenário é incrível: é possível ter uma visão panorâmica da cordilheira dos Andes, onde os vulcões Licancabur, Lascar e Corona se destacam.

Além disso, Cejar é uma lagoa linda e com alta concentração de sal. Eu nunca fui no Mar Morto, mas dizem que ele é aproximadamente 10x mais salgado que a água do mar (comum). A Cejar é ainda mais salgada. Uau!

Atacama

Não é possível entrar nessa lagoa em função da superfície (da beirada) ser bastante afiada, mas entramos na Laguna Piedra, que é tão bonita quanto a Cejar.

Atacama

Atacama

É uma sensação muito diferente boiar e não afundar DE JEITO NENHUM (juro que tentei). Quando você vai entrar, o melhor jeito é “se jogar” de costas. A parte mais escura e central da lagoa chega a ter 30m de profundidade.

Eu saí da lagoa aparentemente normal, mas em poucos minutos eu estava com o corpo completamente branco de sal. A dica é ir direto pra ducha de água doce que fica localizada a alguns metros dali.

Eu não molhei o cabelo porque o deserto já é seco (rá) e achei que um banho de sal não cairia muito bem pra ele. É bom ter cuidado pra não molhar os olhos, principalmente pra quem usa lentes de contato.

A foto está desfocada, mas esse é o lugar com as duchas de água doce.

Atacama

Pegamos a estrada e fomos pro nosso próximo destino.

Atacama

Ojos del Salar

Minutos depois de sair de Cejar chegamos em Ojos del Salar, que são duas crateras que formam lagoas espelhadas e que, vistas de cima, parecem dois olhos.

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Nem preciso dizer que é outro cenário incrivelmente lindo, né? Spoiler alert: o Licancabur vai aparecer durante diversos passeios pelo deserto. Ele fica na divisa do Chile com a Bolívia e ouvi boatos que ele é 2/3 chileno e 1/3 boliviano.

Atacama

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É possível entrar em uma das lagoas, mas dessa vez eu fiquei só olhando.

Atacama

A água é doce e bem gelada. Pode ser uma boa oportunidade pra tirar o resto de sal do corpo.

Laguna Tebinquiche

A nossa última parada do dia foi em um salar enorme chamado Laguna Tebinquiche. Ele é bem menor que o Uyuni, na Bolívia, que é maior deserto de sal do mundo. Tebinquiche é extenso e cercado por vulcões, inclusive o Licancabur.

Atacama

Atacama

Como quase todos os lagos da região, Tebinquiche depende do degelo dos vulcões e dos raros momentos de chuva. O resultado disso é você andar sob uma imensidão de sal, que mais parece neve. Quando eu fui, em abril, ele estava bem seco, com quase toda a água evaporada.

O primeiro dia no deserto fechou com chave de ouro: snacks + pisco sou + pôr do sol incrível! ♥

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Atacama

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Post sobre hospedagem, transporte e translado: Deserto do Atacama | Parte 1

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