Deserto do Atacama | Parte 1: passagem, translado e hospedagem

Pode parecer engraçado, mas uma das viagens mais incríveis da minha vida foi planejada meio que sem querer.

Em dezembro de 2013 meus amigos decidiram ir pro Lollapalooza de Santiago, no Chile e eu programei as minhas férias pra ir junto (amo conciliar shows e viagens). Definimos os dias, compramos as passagens de Porto Alegre para Santiago e os ingressos pro festival (que aconteceu no final de março de 2014).

Comecei a ler sobre o Chile e fiquei curiosa pra conhecer o Deserto do Atacama, que segundo o Wikipedia e alguns guias de viagem, é o deserto mais alto e árido do mundo. Nunca tinha procurado muito à respeito e nem conhecia muita gente que já tivesse ido pra lá. Resumindo a história, resolvi ir – mesmo sozinha. Comprei as passagens e reservei o hostel, translado e os passeios daqui do Brasil.

Passagem

Eu já tinha o trecho Porto Alegre – Santiago e pra não pagar a taxa pra alterar o bilhete, acabei comprando o trecho interno separado.

Quando vi o preço das passagens aéreas (do trecho interno) eu me assustei um pouco, era algo em torno de R$ 1200 ida e volta. A distância entre Santiago e San Pedro de Atacama (localizada na região de Antofagasta, norte do país) é de 1700km, aproximadamente 30h de viagem. Decidi que era inviável ir de ônibus, por questões de tempo e paciência.

Pra minha sorte, um certo dia entrei sem querer no site da Lan Chile, ao invés de Lan Brasil. Vi que os preços eram bem diferentes e comprei ida e volta (Santiago – Calama – Santiago) por R$ 302 com as taxas de embarque. Nem preciso comentar sobre a minha felicidade, né?

Importante: já ouvi dizer que essas passagens só podem ser compradas e usadas por chilenos, mas comigo deu tudo certo e inclusive vi mais gente fazendo isso. Na época, não achei nenhuma informação à respeito no site da Lan Chile.

Atacama avião

Transfer

O aeroporto que cheguei foi o Internacional El Loa (uns 5km de Calama). Na época que eu fui (início de abril de 2014) ele estava em reforma, com lonas improvisando a sala de embarque y perros sentados nas poltronas.

Assim como os passeios (que vou contar em um outro post), agendei o translado via e-mail direto com o hostel. Ida e volta custou 20 mil pesos chilenos e eu paguei na hora. Sei que você também pode pegar um ônibus do aeroporto até o centro de Calama e de lá pegar um outro ônibus para San Pedro de Atacama. Essa opção é bem mais em conta, mas demora mais.

Logo que desembarquei tinha um senhor segurando uma plaquinha com o meu nome (todo errado, mas ok). A viagem do aeroporto até San Pedro foi feita numa van (com outras pessoas) e demorou uns 90 minutos. O motorista me deixou na porta do hostel e na volta me buscou no mesmo lugar. Ah! A empresa que fez o translado se chama Alma e vale dizer que eles foram bem pontuais.

Atacama estrada

Atacama estrada

Atacama estrada

Hospedagem

San Pedro de Atacama é a cidade base para os passeios no deserto chileno. Ela é beeem pequena (acho que tem menos de 2.000 habitantes), mas por ser turística, é fácil encontrar uma boa variedade de hospedagem. Os hotéis mais top ficam afastados do centro. Por estar viajando sozinha eu achei melhor pegar um hostel com quarto compartilhado. Li vários blogs e avaliações, encontrei muitos relatos de hospedagem que não tinha nem água quente no chuveiro. Oi?

Optei pelo Hostel Campo Base e não me arrependi. Fiz a reserva pelo Booking.com – paguei uma parte no momento da reserva e o restante quando fiz o check-in. As duas diárias custaram US$ 60 (paguei em dólar porque foi com o cartão de crédito). Quando cheguei no hostel eles foram bem receptivos e me tranquilizaram sobre o terremoto (assunto pra um outro post). O lugar era super limpo (essencial), cama aconchegante e uma boa estrutura: computadores disponíveis (ótimo pra baixar as fotos durante a viagem), wifi em todo o hostel, secador de cabelo (sim!), locker, open bar de chá de coca e café da manhã com direito a panqueca com Nutella! No dia que eu acordei mega cedo porque tinha um passeio às 4h30 (ZzzZZz) o café da manhã não estava pronto, mas eles fizeram um kit com lanchinhos pra levar na viagem, com sanduíche, iogurte, Snickers e barra de cereal. Como não amar? A localização também era ótima, bem no centrinho da cidade, tranquilo pra ir e vir (a pé) em poucos minutos.

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Hostel Campo Base
Dentro do hostel: corredor para os quartos.
Hostel Campo Base
Calle Toconao (rua do hostel)

Ainda farei post com os passeios que eu fiz, alimentação e dicas gerais. Já adianto: me apaixonei pelo Atacama e não vejo a hora de voltar com mais tempo.

Post sobre com a programação e o primeiro dia de passeios (Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche: aqui.

Post sobre o segundo dia de passeios (Geyser del Tatio, Valle de la Luna, Valle de la Muerte e Piedra del Coyote): aqui.

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